Giovanna Antonelli: ‘Acho incrível a mulherada estar ditando as regras’

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Atriz volta aos cinemas com “SOS Mulheres Ao Mar 2”, ao lado do amigo de longa data Reynaldo Gianecchini. Em entrevista, ela fala sobre crise política no Brasil e o poder das diretoras mulheres. “No trabalho sempre deveria existir uma”

Não bastando o sucesso de Atena em “A Regra do Jogo”, Giovanna Antonelli está prestes a dominar as bilheterias com o filme “SOS Mulheres ao Mar 2”, que chegou aos cinemas na quinta-feira (22). No novo episódio da série dirigida por Cris D’Amato, a personagem Adriana embarca com as companheiras para os EUA para garantir que o bonitão André, interpretado por Reynaldo Gianecchini, se mantenha fiel à relação.

Giovanna Antonelli nos bastidores do filme

Giovanna Antonelli nos bastidores do filme “SOS Mulheres ao Mar 2”, filmado em Orlando

Foto: Divulgação

É um filme protagonizado por três mulheres e dirigido por uma, conhecida por comandar também a série “Pé na Cova”. Para Antonelli, trabalhar com uma diretora traz um novo tempero para o mercado, originalmente dominado pela visão masculina.

“No trabalho sempre deveria existir uma diretora mulher”, disse a atriz em entrevista por Skype ;da qual o iG participou. “Eu acho incrível a mulherada cada vez mais estar ditando as regras”, continuou Giovanna, que na Globo trabalha atualmente sob o comando de Amora Mautner. “Esse equilíbrio da [visão] masculina com a feminina dá um bom samba nos trabalhos, que até então eram reinados apenas por homens.”

Imagens do filme

Imagens do filme “SOS Mulheres Ao Mar 2”

Foto: Divulgação

Imagens do filme

Imagens do filme “SOS Mulheres Ao Mar 2”

Foto: Divulgação

Imagens do filme

Imagens do filme “SOS Mulheres Ao Mar 2”

Foto: Divulgação

Imagens do filme

Imagens do filme “SOS Mulheres Ao Mar 2”

Foto: Divulgação

Imagens do filme

Imagens do filme “SOS Mulheres Ao Mar 2”

Foto: Divulgação

Em “SOS 2”, Giovanna voltou ;a trabalhar com Fabiula Nascimento e Thalita Carauta, que interpretam sua irmã e empregada, respectivamente. “Três mulheres diferentes e demos tão certo juntas, tão parceiras”, explicou. “Acresceu à minha vida profissional e também no pessoal. E o Gianecchini não preciso nem falar.” No filme, elas passam por Miami, Orlando e Cancún em uma comédia romântica com elementos de “road movie.”

Segundo a protagonista, o mote desse filme é a crise dos 40 pela qual passa a protagonista Adriana. “O primeiro tinha um pouco da mulher em busca pela felicidade. No dois ela ficou numa crise de idade”, disse. Ela acredita que a mensagem passada é que isso não deveria existir. “Elas vão descobrir que não tem idade para ser feliz. No final das contas, ter 20, 30 ou 40… Vocês pode se divertir do mesmo jeito.”

Giovanna também já aposta na temática de um possível próximo filme. “O três tinha que ser um fechamento, falar sobre espiritualidade. Eu aposto no casamento de Adriana e André porque eu acredito no amor.”

“O País hoje é completamente desgovernado”

Em “SOS 2”, a personagem Dialinda, interpretada por Carauta, tenta realizar o sonho de se mudar de vez para os EUA e conseguir um “green card”. Mesmo com o dólar passando dos R$ 4, o filme ainda promove turismo em Miami, Orlando e em Cancún, no México. Ou seja, os personagens passam a maior parte do tempo bem longe do Brasil.

Antonelli não fugiu de falar de crise ao promover o lançamento. “Estamos vivendo uma não-política no País. O País hoje é completamente desgovernado”, reclamou. “É uma vergonha a corrupção que a gente vive e a impunidade de uma certa forma. Tudo deveria ser muito mais efetivo. É uma vergonha nossa saúde, nossa educação.”

A atriz continuou dizendo que faz sua parte no dia a dia, mas se sente uma formiguinha. “Eu faço bazar beneficente, mas sou pequena. Sei que igual a mim tem outras pessoas.”

A esperança de Giovanna, no entanto, é positiva: “Eu não sei qual é o destino político do nosso País. Mas a gente é brasileiro, não desiste e estamos aqui. De mãos atadas, mas a gente está aqui porque quer ver a transformação.”

E apesar da crise, ela conta estar fazendo um investimento para 2016. “Tenho uma casa que fica pronta em abril em Orlando”, disse. “Aliás uma das coisas que eu mais gosto de fazer [em Orlando] é ir para o supermercado fazer compras, coisa que não estou acostumada a fazer aqui no Brasil. Mas aí a gente vai, a família inteira, põe as crianças no carrinho, e eu adoro ser dona de casa.”



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