Entenda o que são e como surgem as mamas acessórias

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A polimastia atinge ambos os gêneros e cerca de 1% e 5% da população

Conhecida como mamas acessórias, a polimastia é uma condição em que as glândulas mamarias surgem fora da região dos seios. Essa característica aparece em apenas em 1% a 5% da população, independentemente do gênero. Por ser algo raro, é comum existir inúmeras dúvidas e mitos sobre a polimastia. Sendo a mais popular delas é que as mamas acessórias podem aumentar as chances de se ter o câncer de mama.

Entretanto, o médico Joaquim Teodoro Araújo Neto, diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia de São Paulo, explica que não existe um risco de aumento de chances de ter câncer de mama devido a e polimastia e que os incômodos que ela pode causar são mais estéticos ou leve desconforto.


“Primeiro é tranquilizar que não tem risco aumentado para câncer, o risco é igual ao das mamas normais! O que pode acontecer é desenvolver mamas verdadeiras com mamilo normais e até produzir leite durante a gravidez, desde da região axilar (mais comum) até a virilha! Além disso, a pessoa também pode sentir dores, principalmente as mulheres que ainda menstruam, devido às mamas acessórias terem o mesmo estímulo hormonal que as mamas normais têm”, diz o profissional da saúde.

A polimastia é causada por uma falha na regressão dos “brotos” de glândulas mamárias do feto durante a gestação. O comum é que durante a gravidez o embrião tenha diversas glândulas mamárias espalhadas pelo corpo, que regridem com o desenvolvimento da criança. Para as pessoas com mamas acessórias, essa regressão não acontece da forma correta em todas as gandulas.

“São resquícios embrionários do que nos mamíferos chamamos de ‘linha do leite’. Como exemplo é só lembrarmos dos felinos que apresentam mamas da pata anterior até a posterior e na mulher e no homem podem apresentar mamas da região da axila até a região da virilha”, explica o médico.

Para as pessoas que não gostam de suas mamas acessórias, o tratamento é uma opção. Os procedimentos podem variar de acordo com a necessidade do paciente, indo desde uma excisão cirúrgica ou lipoaspiração.

“Se estiver causando prejuízos estéticos podem ser retiradas com cirurgias ou lipoaspiração, dependendo do tamanho e composição das mamas, se tem tecido fibroglandular ou gordura. Perder peso e fazer atividades físicas também podem dar bom resultado em alguns casos, pois as mamas podem diminuir de tamanho e aliviar a sensação de incômodo”, indica o médico.

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