Programa ‘Encrenca’ questiona Haddad sobre indústria da multa e irrita prefeito

Sem Parar

Integrantes da atração da RedeTV encontraram o político de São Paulo, que se esquivou das cobranças feitas

O pessoal do programa “Encrenca”, exibido nas noites de domingo pela RedeTV, conseguiu, enfim, falar com Fernando Haddad. Nesta semana, os integrantes foram atrás do prefeito de São Paulo para mostrar a ele como a redução de velocidade nas principais vias da cidade tem gerado descontentamento e revolta em grande parte da população.

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Há algumas semanas, o programa promoveu a Primeira Corrida de Triciclos da Marginal Pinheiros, reunindo cerca de 50 pessoas em uma enorme aglomeração em plena Marginal. Na ocasião, o “Encrenca” procurou Haddad em sua residência e na prefeitura, a fim de convidá-lo para o evento, mas ele não compareceu.

Desta vez, o político não conseguiu escapar do encontro. Durante uma visita à obra de um hospital, o apresentador Ricardinho incorporou o personagem de “radar” e, acompanhado de Dennys Motta, pediu melhores condições de trabalho para os radares da capital paulista.

“Eu tenho trabalhado muito ultimamente. Depois que abaixou a velocidade nas ruas da cidade, eu não paro de gerar boletos de multa. Eu queria um aumento e participação no lucro das multas. Isso é possível?”, ironizou Ricardinho, caracterizado de “radar”.

Irritado com as provocações, o prefeito Haddad rebateu: “Isso é proibido. Já tem jurisprudência proibindo, já tem decisão do tribunal. Então você está fazendo um pedido ilegal e eu não vou poder te atender”, comentou.

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O apresentador Dennys Motta aproveitou a conversa para criticar a indústria da multa e fazer um novo apelo, defendendo que os dispositivos deveriam proteger os cidadãos da violência no trânsito ao invés de apenas faturar milhões: “Senhor prefeito, nos ajude a educar antes de multar”.

Munido de dados a respeito do número de acidentes no trânsito de São Paulo, o prefeito se esquivou das cobranças dizendo que o brasileiro deve ser punido. “Aqui no Brasil existe a mania de falar da indústria da multa, mas ninguém fala da indústria da infração, da indústria do jeitinho brasileiro. Em outros países, as pessoas perdem a carta quando infringem a lei”, disse Haddad.

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